domingo, 8 de junho de 2008

Sugestão de leitura


Inteligência emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente, de Daniel Goleman (Rio de Janeiro: Objetiva, 1995, 36 ª edição, 357 páginas (Tradução do original Emotional Intelligence, Bantam Doubleday Dell Pub., 1995, por Marcos Santarrita e revisão Ana Amelia Schuquer). Daniel Goleman é norte-americano, psicólogo e doutor pela Universidade de
Harvard, EUA.

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A obra está organizada em cinco partes: O cérebro emocional, A natureza da inteligência emocional, Inteligência emocional aplicada, Momentos oportunos e Alfabetização emocional. Tais partes são compostas por capítulos cujos títulos geralmente são bastante sugestivos, um verdadeiro convite para quem tem um mínimo de preocupação com a sua vida pessoal, como conhece-te a ti mesmo.
De forma sintética, eu diria que tais partes abordam temas relacionados à descrição do cérebro emocional e da sua evolução, o lugar e a importância das emoções e suas relações com o pensamento ou a razão (parte 1); as conseqüências destas relações, o significado e a contribuição da inteligência emocional, o controle das emoções (parte 2); as influências das heranças, experiências, sentimentos positivos e negativos, como amenizar e agir diante destas influências, os contextos em que a inteligência emocional poderia funcionar eficientemente (parte 3); o que é necessário aprender para formação de seres inteligentes emocionalmente, o que influi para a eficiência ou ineficiência emocional, como reverter os traumas e aprendizagens emocionais inadequadas (parte 4). E, enfim, na quinta parte, o autor procura demonstrar as conseqüências, no cotidiano e na humanidade, das deficiências emocionais, as aptidões e talentos emocionais como solução para os problemas, a importância e o como alfabetizar emocionalmente, e a instituição escolar como cenário apropriado para essa alfabetização.
Basicamente, o autor conclui sobre a necessidade, senão, impossibilidade de se viver bem, de sucesso e de eficiência nas ações e relações sem a aquisição de aptidões emocionais; fundamentando tal conclusão na evolução e funcionamento do cérebro. Essa conclusão é localizada em cada parte ou capítulo de acordo com o tema em questão. Para tanto, o autor compila investigações que têm as emoções como objeto de estudo. Refere-se a dados recentes, embora ainda inclua citações de 1899 e 1972.

Fonte: CORREIA, Mônica F. B. Inteligência emocional: da revolução
à controvérsia. Estudos de Psicologia, 1997.

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