domingo, 15 de junho de 2008

Práticas da inteligência emocional


Na Avon, a análise de perfil permite saber como os colaboradores lidam com suas emoções, além de mostrar o nível da satisfação nas atividades exercidas na empresa, segundo Eduardo Ribeiro, diretor de RH. A avaliação foi desenvolvida pela Thomas International. Aguinaldo Silva, presidente da empresa para América Latina, explica que são 24 linhas e que em cada uma há quatro adjetivos. O analisado escolhe o que mais se assemelha a ele e o que menos tem a ver com ele. Como exemplo, há em uma linha palavras como destemido, influente, submisso e tímido.

Do resultado da combinação das palavras são gerados três gráficos que mostram como é a pessoa por natureza, como age sob pressão e como é sua atuação profissional. De acordo com Ribeiro, a pessoa, ao receber o resultado, tem o acompanhamento de alguém responsável pela avaliação. A ferramenta, ressalta ele, permite que se conheça cada funcionário, para assim saber como motivá-lo. "Não se pretende mostrar se tal pessoa serve ou não para exercer a função, mas como melhorar sua atuação no trabalho", afirma.

A capacidade de ter um bom relacionamento com os outros é um fator essencial para o exercício de determinados cargos que exigem liderança. "É importante perceber na pessoa entrevistada a habilidade de trabalhar em equipe e sua contribuição para o desenvolvimento de uma equipe requer inteligência emocional. Também é essencial notar como ela controla suas emoções e sabe lidar com as emoções dos outros, pois o trabalho em equipe passa por momentos de pressão", analisa Carlos Alberto Diz, da consultoria Spencer Stuart. Para ele, dois elementos, a persistência e determinação, demonstram inteligência emocional. "Procuramos no passado ocasiões difíceis que a pessoa vivenciou e de que forma superou. É importante a vontade de ela tem em alcançar seus objetivos", explica.

RH EM SÍNTESE 15 – MARÇO/ABRIL 1997 – PÁGINAS 14 A 16


Para COOPER “A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar eficazmente o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informações, conexão e influência humana”


domingo, 8 de junho de 2008

DESENVOLVENDO A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL


Atualmente empresas de todos os portes estão dando muita importância para a Inteligência Emocional, que é esta capacidade de lidar bem com o lado emocional, os conceitos de inteligência emocional estão sendo difundidos por todos os niveis da empresa, especialmente para os cargos de nível estratégico. Um profissional com alto Quoeficiente de Inteligência Emocional possui grande capacidade de interação com os outros, este profissional sabe trabalhar bem em equipe, é criativo, tem iniciativa, adaptando-se facilmente às mudanças e capaz de superar frustrações com facilidade. Todas as pessoas se beneficiarão ao desenvolver sua Inteligência Emocional, os profissionais terão melhores oportunidades de crescimento em suas carreiras. Para os gerentes, o desenvolviemto de I.E proporcionará melhores condições de liderar suas equipes. Enfim, a Inteligência Emocional poderá ser a diferença entre uma trajetória bem sucedida, com uma vida cheia de realizações ou uma carreira medíocre.


Educar as Emoções: Desenvolvimento da Inteligência Emocional


A Inteligência Emocional
Segundo Goleman (2001), a inteligência emocional pode ser compreendida através
de uma descrição resumida dos traços e características que são consideradas como as mais
importantes na vida daqueles que são os melhores profissionais ou que exibem um desempenho elevado. Esses traços são característicos de dois tipos: os que dizem respeito à competência pessoal, que são o autoconhecimento e o autocontrole; e os que dizem respeito à competência social, que são a empatia e as aptidões interpessoais. Aceitos ou não, os conceitos sobre o controle e aproveitamento produtivo das emoções humanas causam polêmica e geram mudanças no modo de se enxergar as relações das pessoas no trabalho e com suas próprias vidas.

Sugestão de leitura


Inteligência emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente, de Daniel Goleman (Rio de Janeiro: Objetiva, 1995, 36 ª edição, 357 páginas (Tradução do original Emotional Intelligence, Bantam Doubleday Dell Pub., 1995, por Marcos Santarrita e revisão Ana Amelia Schuquer). Daniel Goleman é norte-americano, psicólogo e doutor pela Universidade de
Harvard, EUA.

Para comprar : http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/39810

A obra está organizada em cinco partes: O cérebro emocional, A natureza da inteligência emocional, Inteligência emocional aplicada, Momentos oportunos e Alfabetização emocional. Tais partes são compostas por capítulos cujos títulos geralmente são bastante sugestivos, um verdadeiro convite para quem tem um mínimo de preocupação com a sua vida pessoal, como conhece-te a ti mesmo.
De forma sintética, eu diria que tais partes abordam temas relacionados à descrição do cérebro emocional e da sua evolução, o lugar e a importância das emoções e suas relações com o pensamento ou a razão (parte 1); as conseqüências destas relações, o significado e a contribuição da inteligência emocional, o controle das emoções (parte 2); as influências das heranças, experiências, sentimentos positivos e negativos, como amenizar e agir diante destas influências, os contextos em que a inteligência emocional poderia funcionar eficientemente (parte 3); o que é necessário aprender para formação de seres inteligentes emocionalmente, o que influi para a eficiência ou ineficiência emocional, como reverter os traumas e aprendizagens emocionais inadequadas (parte 4). E, enfim, na quinta parte, o autor procura demonstrar as conseqüências, no cotidiano e na humanidade, das deficiências emocionais, as aptidões e talentos emocionais como solução para os problemas, a importância e o como alfabetizar emocionalmente, e a instituição escolar como cenário apropriado para essa alfabetização.
Basicamente, o autor conclui sobre a necessidade, senão, impossibilidade de se viver bem, de sucesso e de eficiência nas ações e relações sem a aquisição de aptidões emocionais; fundamentando tal conclusão na evolução e funcionamento do cérebro. Essa conclusão é localizada em cada parte ou capítulo de acordo com o tema em questão. Para tanto, o autor compila investigações que têm as emoções como objeto de estudo. Refere-se a dados recentes, embora ainda inclua citações de 1899 e 1972.

Fonte: CORREIA, Mônica F. B. Inteligência emocional: da revolução
à controvérsia. Estudos de Psicologia, 1997.

domingo, 25 de maio de 2008

O QUE É EMOÇÃO?

Robert Augustus Masters, em um artigo sobre a raiva para o Journal of Transpersonal Psychology, afirma que a emoção é um sentimento dramatizado, psicosocialmente construído. Essa é, talvez, uma das mas claras e diretas explicações da diferença entre emoção e sentimento, pois ambas representam um estado mental intenso criado subjetivamente (e não através de um esforço consciente). Outras definições que encontrei baseiam-se na neurobiologia, o que está fora da minha capacidade de compreensão.

Tanto emoção quanto sentimento dependem de um sistema sensorial, que nos permita percebê-los. Essa percepção vale tanto para as emoções e sentimentos em nós mesmos, quanto para as emoções nos outros. Percebemos a tristeza de uma pessoa, por exemplo, através de sua expressão facial.

As emoções e os sentimentos também são reconhecidas pelo nosso sistema cognitivo, ou seja, temos pleno conhecimento deles e podemos refletir sobre eles. Uma emoção ou sentimento nunca é inconsciente.

O estimulo para a emoção ou sentimento pode ser tanto um acontecimento quanto um objeto ou uma pessoa. Conseqüentemente, a emoção ou sentimento é projetada, através do nosso sistema afetivo, sobre esse acontecimento, objeto ou pessoa.

Mas somente a emoção gera uma resposta dramatizada. Uma emoção é uma manifestação externa do nosso corpo, visível e pública, ao contrário do sentimento que ocorre em um plano interno, através da experiência mental e privada.

Essa dramatização acontece de duas formas. A primeira forma é através do nosso sistema autonômico, que gera respostas do nosso organismo à emoção. Quando experimentamos a vergonha, por exemplo, ficamos vermelhos. Quando experimentamos o medo, trememos ou suamos frio, e quando experimentamos a tristeza, choramos. Essas respostas do sistema autonômico não são controláveis.

A segunda forma de resposta é através do nosso sistema motor. Quando estamos com medo ou levamos susto, nos afastamos. Quando estamos alegres, sorrimos. Essas reações são controláveis.

É por causa dessa dramatização que as pesquisas na área são feitas sobre emoções e não sobre sentimento.

Retirado de
http://blog.kutova.com/2006/11/15/o-que-e-emocao/



Acredito que não adiantaria muito começar a falar em inteligência emocional antes de deixar bem claro o conceito de emoção. É a partir dele que entenderemos o que significa a inteligência emocional e o quão importate ela vem sendo para nossas relações com o mundo. Ter consciência da diferenciação existente entre sentimento e emoção nos auxilia a compreender as mensagens do nosso corpo desde os sentimentos mais escondidos até as alteração fisícas mais explicitas.


EMOÇÕES



Mas, afinal o que é emoção?

Pode ser definida como "um impulso neural que move um organismo para a ação" (Wikipédia, 2008). Alegria, tristeza, medo, prazer e raiva são exemplos do fenômeno da emoção. Nossas emoções são muito importantes em diversos aspectos, através delas podemos nos comunicar, servem como um sistema interno de orientação auxiliando na tomada de decisões e são necessárias para manutenção de nossa saúde física e mental.